África do Sul: o que você precisa saber antes de ir para lá

Olá !!

No post anterior já declamamos todo o nosso amor por esse país que muitas vezes é esquecido quando estamos pensando em um lugar para viajar. Ir para a África do Sul é tão mas tão bacana que quando você for a primeira vez vai querer dar bis sempre.

No post de hoje vamos dar aquele apanhado geral de tudo o que você precisa saber para embarcar para lá. Vamos inclusive te contar sobre a obrigatoriedade da vacina contra febre amarela e o que você deve fazer para tirar o Certificado Internacional de Vacinação.

Vai acompanhando ….

1. Destinos 

Apesar do país não ser gigantesco, ele tem muitas atrações.

Na nossa viagem de 10 dias (super curtinha) fizemos Johanesburgo, Cape Town,  a Reserva de Pilanesberg (alguns quilômetros de Sun City) e Sun City.

Muita coisa para pouco tempo !!! Se tiver mais disponibilidade é interessante passar mais alguns dias.

Nossa viagem foi dividida assim: chegamos em Johanesburgo e seguimos direto para Sun City, mais precisamente para o maravilhoso Hotel The Palace of the Lost City (um dos poucos 6 estrelas do mundo). Ficamos apenas uma noite para conhecer o hotel e o complexo. Vamos falar dele mais adiante.

De Sun City seguimos para a Private Game Reserve de Pilanesberg (mais ou menos 30 minutos de carro). Pegamos um lodge pequeno no meio da savana e lá fomos fazer nossos safáris. Também falaremos disso adiante.

Da reserva, voltamos para Johanesburgo e pegamos um vôo para Cape Town. Passamos quatro maravilhosos dias por lá e ficaria mais alguns para poder aproveitar a praia e o calor (fomos em janeiro).

De Cape Town voltamos para Johanesburgo, de onde sairia o nosso vôo de volta, e ficamos mais mais duas noites. Foi muito pouco. Conhecemos a cidade muito superficialmente e tem sim bastante coisa interessante para fazer lá.

Este foi o nosso roteiro mas além disso tem outros destinos tops no país como o Kruger Park, Port Elizabeth e toda a rota do litoral, passar mais tempo na rota do vinho que fizemos um passeio de um dia apenas.

Convencido que você vai precisar de algum tempo para explorar bem a África do Sul ??? Ou faça como nós e planeje voltar em breve para refazer alguns passeios e repetir os favoritos 😉

2. Como chegar

Partindo de São Paulo é possível voar direto para Johanesburgo apenas.

Até 2016 a única empresa era a South African Airways. Agora a LATAM está oferecendo a mesma rota partindo de São Paulo. Uhuuuu com concorrência a tendência é de os preços ficarem mais amigos.

Sem contar que direto a South African faz umas promoções excelentes.

Para chegar aos demais destinos tem aeroporto. Quem voa interno é a própria South African e a sua subsidiária low cost Mango (voamos por esta e não temos nada a reclamar. Aviões bons, vôos pontuais e saindo dos aeroportos principais).

3. Documentação

Para ingressar na África do Sul brasileiros precisam viajar com passaportes válidos (data de validade de 1 mês quando do retorno ao Brasil) e com uma página em branco além do Certificado Internacional de Vacinação contra a Febre Amarela.

Sem este certificado você sequer consegue embarcar aqui no Brasil. Portanto, se estiver planejando ir até a África do Sul providencie o seu Certificado e grampeie ele ao seu passaporte para não correr o risco nem de esquecer e muito menos de perder.

Vamos fazer um post na sequência contando como tirar este certificado que não é válido apenas na África como também é exigência básica para alguns países asiáticos como a Tailância, por exemplo.

Não há exigência de nenhum visto para ingressar no país para estadias de até 90 dias. Acima disso será necessário sim visto de entrada.

Fonte: http://www.africadosul.org.br/visto.html (Embaixada da África do Sul)

4. Moeda

A moeda local é o rand.

Porém se você viajar com dólares americanos estará super bem servido já que em todos os lugares que passamos, pelo menos em 2015, aceitavam a moeda.

Lógico que é sempre bom levar um pouco de moeda local até porque muitas vezes o câmbio não é dos mais favoráveis. Nós trocamos reais por rands no Aeroporto Internacional de São Paulo no Banco Safra.

Esse câmbio merece até uma notinha rs. Não sabíamos que o dólar era super aceito e nem que seria tão fácil trocar dinheiro por lá. Aí resolvemos trocar tudo aqui. Só que a moeda deles é bem desvalorizada e uns mil reais mais ou menos viraram um calhamaço de notas que não cabia em carteira nenhuma. Resumo da situação: mochila cheia de dinheiro e nós com a sensação de que estávamos levando muito #sqn kkkkkkk

Os custos de alimentação e transportes são bem parecidos com os de São Paulo então prepare- se que o dinheiro vai rapidinho.

Passeios, transfers e coisas mais caras acabávamos usando dólar ou cartão de crédito.

5. Segurança

Em relação à segurança, dúvida de muita gente, nós ficamos em uma bolha que é o Hotel The Palace, logo, não tivemos o menor dos problemas. De lá nos hospedamos em um lodge super pequeno, no meio da savana e obviamente não tivemos nada que nos desse medo salvo os leões rs.

Em Cape Town nos hospedamos colado ao Victoria and Alfred Waterfront que é o lugar mais turístico e ao mesmo tempo mais local que estivemos na cidade e não tivemos nada que nos amedrontasse.

Agora em Johanesburgo o bicho pega. Cidade grande, cheia de contrastes sociais como muitas cidades brasileiras … deu medo sim. A gente voltava para o hotel cedo, fizemos city tour com empresa de tour. Não deu vontade de andar sozinho por lá não.

Mas deixamos aqui a nossa super dica de sempre: quando chegar no hotel, pergunte lá como é a redondeza, se é perigoso. Pode ser que em determinada época esteja mais perigoso que em outra. E os locais saberão melhor disso do que qualquer pessoa.

6. Deslocamentos

Hummm, este tópico é polêmico em se tratando de África do Sul.

Lá a direção é na mão inglesa, resquícios da colonização britânica. Para alugar carro é exigido apenas a Carteira de Habilitação Internacional e nada mais. Não fazem nem um teste para saber se você tem habilidade para dirigir “ao contrário”.

Nós pensamos muito antes de ir e ouvimos histórias de amigos que locaram e foram bem sucedidos e histórias que acabaram de forma meio trágica. Dramalhão a parte, resolvemos não alugar e no fim das contas não sentimos muito falta não.

Para ir de Johanesburgo para Sun City contratamos um transfer que nos pegou no aeroporto e nos levou direto para lá (mais ou menos 3 horas de carro).

De Sun City para a Reserva de Pilanesberg pegamos um transfer do hotel e deu tudo certo, nem tínhamos reservado aqui do Brasil.

Para voltar da Reserva para o Aeroporto, foi o mesmo transfer que nos levou para Sun City.

Em Cape Town contratamos um motorista para fazer a rota do vinho em Stellenbosch e para alguns passeios usamos o mesmo motorista Mohammed (indicado pelo hotel, era um amor de pessoa) e para o passeio pelas praias contratamos um tour de full day aqui do Brasil e deu super certo, nos buscaram no hotel no dia marcado e foi tudo ótimo.

O que precisávamos fazer em Cape Town conseguimos a pé e de táxi.

Em Johanesburgo usamos táxi chamado pelo hotel e fizemos também um full day tour por conta do nosso pouco tempo na cidade.

Conclusão: não sentimos falta nenhuma de ter alugado um carro.

Próximo post a gente fala da vacina de febre amarela, combinado ?

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