Planejamento de viagem com bebê – Final: Alimentação

Oiiiii !!!

 

Uma das grandes alegrias dos pais hoje em dia é quando os bebês começam a comer comida de verdade. Não sei se sempre foi assim mas com a maioria dos nossos amigos que tem filho a conversa é sempre essa “quando vai começar a comer”, “o que vai comer” e por aí vai.

Gabriel começou a sua introdução alimentar no dia 1 dos seus 6 meses kkkk. Estávamos bem ansiosos por esse momento.

Começamos dando para ele de tudo, das mais variadas formas e ele foi formando o paladar dele. Não somos os neuróticos dos orgânicos, nem somos noiados com alimentação x, y ou z. Nós seguimos o que acreditamos ser o mais saúdavel para ele: alimentos frescos, comida feita diariamente, sem frituras, sem doces, sem gorduras e com bastante variedade.

Quando fomos viajar pela primeira vez para fora do Brasil ele estava com 9 meses, ou seja, havia 3 que ele estava comendo mesmo, então já sabíamos mais ou menos do que ele mais gostava e como gostava.

Nossa primeira viagem longe de casa e sem estrutura foi ainda dentro do Brasil, para Florianópolis. Como o vôo era curto, levei todas as papinhas de todas as refeições congeladas e deu super certo. Lá eu só dava leite, as papinhas e as frutas que tinham disponíveis no hotel.

Para a viagem para fora do Brasil, nosso primeiro destino foi Estados Unidos. Visitamos Orlando (aka Disney), Atlanta e Miami. Aí o esquema da papinha já não funcionava, ainda mais para entrar nos Estados Unidos com todas aquelas regras de segurança.

Em Orlando, como íamos fazer alguns parques da Disney, reservamos restaurantes de verdade dentro dos parques, que tinham menu kids decente e no horário que ele come em casa. Deu muito certo exceto por um ponto. TODOS os restaurantes com menu kids servem exatamente o mesmo menu e só tem um prato mais saudável, isto é, que não era nuggets, pizza, hamburguer … e depois de duas refeições iguais, nosso pequeno começou a dar sinais que não aguentaria aquilo lá por muito mais tempo.

A comida em si era bem ok (frango grelhado, batata assada ou purê e legumes). Quantidade de sal adequada para um bebê de 9 meses. Mas … depois de uns dias nem com reza ele comia.

E o que a gente fez ? Sem neurose, sem desespero, compramos muitas frutas, uva passa e íamos oferecendo junto com leite.

E papinha? Graças a Deus meu filho detesta essa tranqueira. Não come de jeito nenhum, cospe, trava a boca. Eu confesso que até tentei, comprei umas diferentes, algumas mais parecidas com o que ele come, mas aquilo é tão bizarro (eu provei) que agradeci dele não querer.

Morrer de fome eu sabia que ele não morreria porque ele ainda tomava fórmula. Frutas todas eram muito bem vindas, incluindo aquelas berries super amargas que eu não como nem a pau mas o pai gosta e pelo visto o paladar para elas do pequeno vem daí.

Então não me desesperei e fui levando com isso.

Depois da experiência um tanto quanto fracassada de dar comida de criança eu resolvi que tentaria dar comida normal, exatamente nos moldes que ele come em casa. Incluindo arroz, carne, legumes, verduras.

Em restaurantes tipo Cheesecake Factory achei um prato de carne com milho e arroz que ele comeu e amou, não pedi um prato diferente para ele. Ele comeu exatamente o que eu e o Paulo estávamos comendo e deu tudo certo.

Neste momento ligou a minha chave e resolvi que não, não iria ficar caçando menu kids nunca mais. Que ele iria comer comidas de verdade iguais as nossas e tudo começou a fluir bem melhor. Até que ele não quis mais essas comidas kkkkk

Desepero ? Não !!! Segue o jogo.  Fórmula, frutas e um novo aliado: pão. Meu filho ama pão. Para aqueles momentos em que ele não queria mais nada com nada eu sempre tinha um pãozinho guardado que fazia ele rir de orelha a orelha.

E só um parênteses. Pão é pão fresco. Nada de pão de saco industrializado, pão congelado, bolacha, biscoito. Nada disso. Pão de verdade.

E assim seguimos até que eu tive uma mega ideia quando estávamos em Miami e a única coisa aberta era um restaurante oriental. Por que não?,  pensei. E sim, mil vezes sim. Arroz grudinho, carne e legumes cozidos na água sem tempero. Molhos e temperos a parte só para os adultos. Gabriel se esbaldou e eu achei a galinha dos ovos de ouro.

Deste momento em diante eu percebi que não haveria aperto em lugar nenhum do mundo porque restaurante asiático tem em todos os lugares e o menu é extremamente kids friendly se você souber pedir.

E assim seguiu esta viagem e as outras que fizemos com ele para fora do Brasil. Comendo comida de gente grande e não as tranqueiras que os restaurantes sugerem como menu kids. E quando ele injuriava das comidas de gente grande a gente voltava para uma comida de criança adaptada de restaurante asiático.

No final das contas ganhamos todos. Nós por podermos ir com ele para qualquer lugar. Ele por poder manter a sua rotina de alimentação em qualquer lugar.