Planejamento de viagem com bebê – Parte 2: Viajando de avião

Oiii !!!

 

E seguimos contando das nossas experiências com o nosso bebê. Obviamente que cada criança é de um jeito, cada pai e mãe são de um jeito. Não tem regra. Mas vamos dividir o que a gente vai aprendendo porque nós também tínhamos muitas dúvidas.

Decidimos quando ele ainda era bem pequeno, tipo 3 meses, que iríamos continuar a nossa vida e as nossas viagens e que ele iria se adaptar ao nosso estilo. Radical ?!?! Nem um pouco !!! Com algumas concessões aqui e outras ali a família inteira segue feliz.

Para que o pequeno não encarasse logo de cara um vôo internacional e longo resolvemos fazer um teste com um vôo curto para ver o que iria acontecer. É a mesma coisa ? Lógico que não !!! Não dá para comparar um vôo de uma, duas horas com um vôo de 10 horas mas o teste era mais para vermos como ele se comportaria e como nós nos comportaríamos.

Com essa nova regra de bagagem e pelo pouco tempo de viagem, 4 dias apenas, resolvi que iria repartir as coisas do bebê junto com as minhas na mala de mão e levaria apenas uma mochila e carrinho.

Já tinha comentado no post anterior que eu estava carregando muita coisa que eu não precisava, desta vez resolvi ser econômica mesmo no peso e na bagagem e levei o essencial e nada mais. E posso dizer ?!? Mesmo o essencial ainda foi com excesso. Levei uma lata de leite lacrada para não correr o risco de ficar sem mais fraldas suficientes para os 4 dias e com sobra  e roupas, de calor e de frio, para todos os dias.

Além disso levei todas as papinhas congeladas para almoço e jantar, de todos os dias.

Tudo isso junto com as minhas roupas em uma mala de mão, uma mochila e nada mais. Nem bolsa para mim eu levei, carreguei apenas o essencial dentro da mochila junto com os itens de necessidade básica que eu precisava ter a mão, como mamadeira, chupeta, fralda, lenços …

Gente, super funcionou. Não senti falta de absolutamente nada !!!

Não fui para o meio do mato, estava em Florianópolis, e sabia que se faltasse alguna coisa seria fácil de encontrar mas mesmo assim não faltou.

Otimização é a palavra de ordem nesse caso. Otimizar espaço, tempo e peso.

Só um parênteses importante: estava viajando de LATAM e eles permitem despachar uma mala de até 23 quilos para bebês de colo além do carrinho sem qualquer tipo de custo. Isto é, mesmo o bebê voando no colo e não tendo pago absolutamente nada por isso ele pode despachar uma mala. Como a minha ideia era ser rápida e prática carreguei a mala comigo na cabine.

Este ponto merece uma observação. Eu estava viajando com a minha mãe, sai de São Paulo, Aeroporto de Congonhas, e o embarque deste vôo foi por meio de finger. Tudo funcionou às mil maravilhas. Então o esquema carrinho + bebê + mala de mão e mochila foi super bem sucedido. Acontece que na volta de Florianópolis nós tivemos embarque remoto, aka, com transfer de ônibus e subida de escada. Quando eu vi que as coisas não iriam funcionar tão bem como foram na ida, fui até o balcão da companhia, no embarque mesmo, e solicitei o despacho da bagagem (custo zero). Foi a decisão mais acertada porque fiquei com a mochila das costas e as duas mãos livres para subir carrinho, segurar carrinho no ônibus e ….

Quanto ao carrinho, aqui eu faço mais uma pausa e manifesto a minha indignação: que mané carrinho guarda chuva, minha gente ?!?!

Tenho um Quinny Buzz que nem de longe é o menor e nem mais leve carrinho disponível no mercado. Acontece que é um carrinho extremamente confortável e que permite meu filho tirar longos cochilos nele. Quando falei que iria viajar várias pessoas vieram me falar de carrinho guarda chuva, que era a coisa mais prática do mundo e bla bla bla

Não vou discutir e nem debater a opinião de cada um, apenas irei dar a minha: Papais e mamães larguem de ser folgados e pensem primeiro no conforto do filho de vocês e não no seu !!! #prontofalei

Quando você viaja com criança todo mundo ao seu redor fica muito mais solícito, as pessoas se dispõem a te ajudar e os funcionários das companhias aéreas estão super disponíveis para isso afinal existe uma pessoa que fica ali na porta do avião simplesmente para pegar carrinhos, cadeiras de rodas e outros objetos que só vão para o porão na hora de voar mesmo. Então qual é a dificuldade em pedir ajuda caso esteja sozinha(o)?

Eu estava com a minha mãe, enquanto ela segurava o pequeno, eu calmamente desmontava o meu carrinho em duas partes, acondicionava cada uma dessas partes em um saco plástico fornecido pela companhia e quem estava com muita pressa de embarcar achando que o avião sairia sem nós foi passando na nossa frente. Tudo muito simples, tudo feito com muita calma, sem afobação e tudo funcionou super bem.

No quesito embarque remoto a mesma coisa. Desci do ônibus com toda a calma do mundo. Deixei todas as pessoas com pressa que adoram ficar sentadas no avião entrarem e fiquei lá na pista, com toda a calma que Deus me deu, desmontando o meu carrinho e o protegendo, sendo ajudada pelo rapaz da companhia.

Se eu estivesse sozinha teria feito a mesma coisa. Com toda a calma e paciência do mundo solicitaria ajuda do pessoal da companhia, pediria para alguém segurar o bebê ou simplesmente fechar o carrinho. Simples assim. Duvido que iria ouvir Não como resposta.

Então mais uma vez, a ideia não é nem de longe polemizar mas simplesmente dizer que você não precisa de dois carrinhos, que você não precisa de um carrinho apenas para viajar e que não, carrinho guarda chuva deve funcionar quando seu filho for grande e não quiser andar mas enquanto for pequeno, pense no conforto dele e não no seu.

Ufa … e a viagem de avião em si ? Esta foi um sucesso, bebê dormiu o vôo inteiro de ida e de volta, não fez um barulho sequer. Não precisou de chupeta e nem de mamadeira na decolagem e pouso. Foi no meu colo o tempo inteiro e foi aprovado para as próximas férias !!!