Uma reflexão sobre andar de transporte público

Oláaa

Eu nem pensei em escrever este post mas de repente achei que seria interessante compartilhar a minha experiência com quem também está passando pela mesma situação.

Já fizemos post aqui no site falando de gravidez, sobre viajar grávida, sobre enxoval mas nunca entrei em nenhum assunto um pouco mais polêmico porém eis que chega a hora de escrever sobre isso: como é andar grávida de transporte público no Brasil e fora daqui.

Neste momento estou bem no final da minha gestação e por recomendação médica proibida de dirigir. Eu acredito que têm muitos médicos que liberam sim dirigir até o final da gravidez mas por conta da posição do meu bebê recebemos recomendação para não andar mais no banco da frente (por causa de uma batida de carro, acionamento de airbags …) e também de não mais dirigir.

Como moro perto do metrô e trabalho perto de uma estação resolvi que usaria táxi somente nos dias de extremo cansaço e iria usar e abusar do serviço de transporte público daqui de São Paulo.

Só um parênteses: eu uso somente a linha azul do metrô.

Na estação que eu embarco o metrô ainda não está cheio mas também não está mais vazio porque ele já andou algumas estações. Mesmo sendo horário de pico (7:30 da manhã e 17 horas) ele ainda não está abarrotado, tem sempre um espacinho para acomodar a minha barriga e eu rs.

Já encontrei pessoas sim que cederam o lugar para eu sentar mesmo não estando sentadas no assento preferencial e já encontrei pessoas se fingindo de mortas no assento preferencial (sem ser) e que não levantaram. A cada dia é uma surpresa. Concordo super que as pessoas possam estar cansadas, passando mal mas deveriam pensar um pouco mais não só em gestantes, como também nos idosos, mães com crianças de colo e portadores de deficiência. Gente, todas essas pessoas NÃO TÊM equilíbrio suficiente para viajar de pé no metrô e uma frenagem mais brusca pode gerar um acidente bem mais sério do que em uma pessoa que não está em nenhuma dessas condições.

Quando fomos viajar para a Europa (Londres e Barcelona) eu já estava com uma barriga bem aparente, não dava mais para confundir a minha barriga com a de uma pessoa gordinha kkkkk. Vocês pensam que as pessoas de países de primeiro mundo são diferentes de nós ?!!?!? NÃO !!!!

Em Londres, o metrô disponibiliza para as grávidas um botton escrito “Baby on board” (bebê a bordo). Nem me animei de pegar um já que o que mais vimos eram grávidas andando em pé enquanto os assentos destinados a elas estavam ocupados por jovens se “fingindo de mortos” (dormindo, fones de ouvido nas orelhas, jornal aberto bem na frente do rosto com o claro propósito de ignorar a todos …). Andei milhares de estações em pé e não me lembro de um único episódio sequer em que me foi oferecido um assento e olha que passei mais de uma semana na cidade.

Em Barcelona a experiência foi a mesma. A nossa sorte era que o nosso hotel ficava na última estação de uma linha bem cheia então quando saíamos de manhã ele estava vazio porque era a primeira e na volta ele ia esvaziando ao longo do trajeto e me permitia pelo menos sentar um pouco antes de encarar a caminhada metrô – hotel.

Não estou aqui dizendo que o brasileiro é melhor ou pior que ninguém. Muito pelo contrário, estou querendo dizer que em qualquer lugar do mundo seja um país desenvolvido como os europeus ou subdesenvolvido como o nosso, iremos nos deparar com pessoas que têm consciência do coletivo e sabem respeitar as regras de convivência e muitas outras que não.

Que não importa o quanto a pessoa seja estudada, culta. O que mais importa é educação e isso está faltando no mundo inteiro.

Se cada um fizer a sua parte quem sabe um dia teremos um mundo um pouquinho melhor, mais civilizado. E olha que esta experiência é temporária afinal gravidez passa mas e os idosos ? E os portadores de deficiência ?

Vale a pena parar para refletir.

Deixe uma resposta